When I’m running on the top of the mountains or cannoeing in the middle of the sea, I feel small as nothing…but yet I feel the highest sensation of freedom and peace, free spirit. I’m Brazilian, from the waterfalls and little mountains, Minas Gerais, my roots. I live in the Spanish Pyrenees’s mountains today, Coll de Nargó. I’ve worked as environmental lawyer, in recycle’s projects, international ONG Outward Bound (outdoor education), running Adventure Race… that means, working and teaching to protect the nature. My passion is for the forest, the mountains, the beaches and the rivers, to be there and take care of that. Move…positive.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

WHITE FLOW FAVELA DA ROCINHA

No Rio de janeiro existiam três principais facções do tráfico de drogas e armas: Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando (TC) e Amigos dos amigos (ADA) que disputavam seu espaço com os milicianos (policiais corruptos). Ostentação de armas, tráfico de drogas, corrupção policial e criminalidade. Há dois anos atrás, não seria factível este projeto dentro desta favela tida como a mais perigosa do país. Uma pessoa correr dentro de uma favela era a melhor mira para um bandido descarregar sua arma de fogo e demonstrar seu poderio. Seria apenas um simples assassinato a mais.



A pacificação implantada na favela da Rocinha foi um programa novo elaborado pela Secretaria de Estado de Segurança e que tem tido resultado positivo através das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) que aproxima a polícia da população e implanta programas sociais nas comunidades antes negligenciadas.
Foram quatro licenças obtidas pela que eu pudesse correr e gravar dentro da Favela, junto também ao acompanhamento de um corredor e morador da Rocinha para demonstrar qual era o percurso mais seguro, difícil e bonito até atingir a cima desta “montanha” singular. Parte desta subida é feita pelos moradores da Rocinha, mas não a pé. Hoje são inúmeros “moto-taxis” que trabalham ali. Cada moto-boy faz em média 70 viagens diárias, levando as pessoas da base até suas casas no alto do morro da Rocinha.

Eu larguei correndo da base da favela, subindo pela rua principal, passando por ruelas, escadarias e becos até atingir o alto do Pico da Dionésia coberta pela mata atlântica. Desde o Pico da Dionésia, desci em direção à base da UPP (Unidade Policial de Pacificação) subindo novamente pela rua principal da Rocinha finalizando esta “vertical climb” na cima mais famosa, o Pico do Visual. No total foram 4,2 km mais 400m de desnível positivos desde o nível do mar num tempo de 25’08’’min. A rua principal da favela estava bem tumultuada por serem dias de Carnaval no Rio de Janeiro. Muitos carros, moradores e policiais transitavam pelo local. Visitei crianças e dei uma “aula”, brincando de como correr em subidas.



Hoje existem duas provas organizadas dentro da favela, uma de mountain bike com a ajuda da fiscalização do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e outra de 10 km de corrida de rua. Estes são alguns dos trabalhos que com a implantação das UPP’s o governo ajuda a proporcionar.

Na minha opinião, esta estabilização da comunidade e a ocupação definitiva das UPP’s dentro da favela contra a criminalidade deveria ter acontecido há mais de 100 anos atrás. Pois a segurança pública é o tema de maior importância a ser tratado hoje no Rio. Uma bala de fuzil chega a alcançar cinco mil quilômetros de distância, o desarmamento foi o maior êxito dentro da Favela da Rocinha. Porém o mesmo eu não posso dizer “fora” da favela em relação à ocorrência de pequenos furtos. Um dia após meu projeto na Rocinha, quando caminhava com mais duas amigas pela praia do Leblon no Rio de Janeiro, vivenciei uma péssima experiência. Duas crianças delinqüentes e um rapaz de 19 anos tentaram furtar o colar de ouro de uma das minhas amigas. Corremos até o topo da duna onde havia uma fiscalização policial e corremos novamente junto aos policiais até a beira da praia e conseguimos resgatar um dos bandidos que estava tentando fugir pelo mar com o colar da minha amiga.

Segundo especialistas a criminalidade está em todos os lugares do mundo, Paris, Barcelona, Hong Kong, África do Sul, Miami, Chicago... Chicago é uma das cidades mais violentas do mundo, porém não divulgada pelos Estados Unidos. Cada local com seus problemas de segurança que devem ser tratados pelo governo.

O governo do Rio de Janeiro tem trabalhado severamente nesta evolução e promete pacificar mais 40 favelas até a Copa do Mundo em 2014 e outras 60 mais até as Olimpíadas de 2016. O governo e a população acreditam neste processo. Aos poucos a melhoria acontece e é exemplo para outros estados brasileiros e cidades ao redor do mundo.
Estou muito feliz em ter vivido esta experiência e saber que seja no futebol, na capoeira ou na corrida, as crianças hoje tem a oportunidade de trabalhar ou praticar esporte dentro da favela, bem diferente de antes, que cresciam focadas no comércio de drogas ou armas de fogo.



Fiquei muito feliz com esta experiência. Vejo que hoje as crianças podem brincar ou trabalhar com o esporte, seja futebol, capoeira ou corrida. Diferente de antes, que o focu era apenas drogas e brincar com armas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

NEW BLOG + NEW WEBSITE


YOU CAN ENJOY MY NEW BLOG + NEW WEBSITE:

www.fernandamaciel.es

WEBSITE IN PORTUGUESE, SPANISH, CATALAN AND ENGLISH!

sábado, 5 de janeiro de 2013


Happy 2013!!! Lapinha da Serra/Brasil!!! Reveillon e treinos, tudo de bom!!!

domingo, 18 de novembro de 2012

RETROSPECTIVA 2012




Retrospectiva 2012

Janeiro: Treinos de corrida na Lapinha da Serra (Brasil).


Fevereiro: Treinos de corrida e escalada em gelo nos Alpes (França).




 














Março: Vitória na Transgrancanaria, 123 km, 15h02’-  Ilha Gran Canária (Espanha).


  
Abril: Treinos pelos Pirineus (Espanha).


















Maio: Vitória na Sty Ultra Trail Mont Fuji, 85 km, 11h05 – Mont Fuji (Japan).






Junho: Vitória na Meia Maratona da Praia do Forte, 21 km, 1h46' – Praia do Forte (Brasil).
3º na WCRunning (5000 mulheres) - São Pualo (Brasil).

 

 Julho: Vice na Lavaredo Ultra Trail, 120 km, 16h29' – Cortina (Itália).


 


 





 



Agosto: Treinos pelos Alpes (França).

Setembro: 7º lugar na Ultra Trail du Mont Blanc, 103 km, 14h12' (França).



 Outubro: Primeira mulher a correr o autêntico Camino de Santiago, 860 km, 10 dias – Sant Jean Pie de Port a Santiago de Compostela (Espanha).


 
Novembro: Descanso (Espanha/Brasil).




 Dezembro: De volta aos treinos na Lapinha da Serra (Brasil) e FELIZ 2013!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Buenas Plantillas y Zapatillas: el secreto!

Lo más importante para los deportistas que corren o caminan mucho es tener buenas zapatillas y la ayuda de unas plantillas. Es el secreto de un buen corredor.

Las buenas zapatillas con soportes plantares a medida Dynamic Footbed absorben la energía que se genera durante el correr evitando el desgaste físico y las lesiones en rodillas, torbillos, cadera...

Las plantillas compensan las pronaciones o supinaciones. Al mismo tiempo, mejoran las prestaciones aumentando, la propulsión, tracción y equilibrio.





http://www.footbedcompany.com/ es la mejor marca de plantillas que conozco. Desde que las uso, no tengo molestias, sinto muchísimo confort al correr y ha mejorado mi performace.

Las plantillas de Food Bed con las Single Track II, Hypertrack o Ultra Guide (The North Face) me dan más estabilidad, me permiten distribuir las sobrecargas y absorber mejor los impactos.



Correr por la montaña es sentir buenas sensaciones, sino no vale la pena!

Gracias DHM, David Hermoso, Foot Bed y The North Face!

sábado, 20 de outubro de 2012



FERNANADA MACIEL, PRMEIRA MULHER A PERCORRER CORRENDO O AUTÊNTICO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

WHITE FLOW: Caminho de Santiago pelas crianças com câncer

Entre os dias 2 e 11 de outubro a corredora brasileira Fernanda Maciel percorreu os 860 quilômetros do Caminho de Santiago de Compostela correndo. Seu projeto teve como objetivo arrecadar doações para duas fundações que ajudam a crianças com câncer – uma do Brasil e uma da Espanha, onde a atleta vive atualmente; e também abrir espaço para os corredores na famosa rota de peregrinos.
Ninguém melhor que ela mesma para contar suas sensações:



No dia 11 de outubro de 2012 conclui meu projeto “White Flow” pelo Caminho de Santiago. Para imaginar sua importância, no ano de 2010 mais de 270 mil peregrinos o percorreram caminhando, pedalando ou cavalgando.
Eu tive o prazer de percorrê-lo correndo (fazendo umas das coisas que eu mais gosto), dormindo em albergues, sem apoio, como mais uma peregrina. Foram 10 dias. Aqui estão as etapas, os quilômetros e o tempo que eu demorei para fazê-las:

02/10 Saint Jean de Pie Port – Pamplona (84,0 km) em 8h15.
03/10 Pamplona – Torres del Río (83,1km) em 10h15.
04/10 Torres del Río – Redecilla del Camino (89,2km) em 11h.
05/10 Redecilla del Camino – Rabé de las Calzadas (83,3km) em 10h30.
06/10 Rabè de las Calzadas – Carrión de los Condes (88,9km) em 11h15.
07/10 Carrión – León (97,8km) em 12h05.
08/10 León – El Acebo (89,7km) em 10h55.
09/10 El Acebo – Triacastela (91,5km) em 11h45
10/10 Triacastela – Melide (95,1km) em 11h00.
11/10 Melide – Santiago (55,0km) em 6h20.

            Cada etapa tem sua história. A lua cheia e alguns amigos me acompanharam por muitos quilômetros. Mas também corri outros tantos desfrutando da solidão, da aventura e da minha introspecção. Tive a sorte do tempo ensolarado e a tristeza dos dois últimos dias chuvosos. Tive que superar diversas noites mal dormidas e lidar com uma alergia nos pés que me incomodou bastante.
            Vivi muitos momentos mágicos, compartilhei histórias com peregrinos que pedalavam e que dormiam nos mesmos albergues que eu. Cada paisagem, vinhedo, igrejinha de arquitetura românica, gótica, cada amanhecer... levo tudo comigo.
            A aventura maior desta peregrinação aconteceu às 04h40 da madrugada da nona etapa. No meio de um bosque fechado, entre o povoado de Triacastela e a cidade de Sarria, fiquei sem bateria na minha lanterna. Tive que usar o celular para conseguir chegar até a estrada e depois até Sarria. Durante este percurso lento, assustada, fui atacada por oito cachorros grandes e me perseguiam pela trilha. Não sabia quanto faltava até a estrada e tinha dificuldade para enxergar as flechas amarelas que indicam o caminho. Mantive a tranquilidade para seguir caminhando devagar e deixar os cachorros para trás...e logo, voltar a correr.

            A parte mais triste aconteceu quando cheguei a Santiago de Compostela. Quando cheguei à Oficina de Peregrinos para receber o último carimbo do meu passaporte de peregrina, a Compostela, o certificado de peregrina. Quando viram que tinha completado o Caminho em 10 dias, me perguntaram se tinha sido de bicicleta. Eu respondi que não, que tinha sido correndo, então me negaram a Compostela, dizendo que a Igreja não admitia que se fizesse o Caminho correndo, ela reconhece apenas as modalidades caminhada, bicicleta ou cavalo. Depois de muita conversa, eles entenderam meu projeto. Aceitaram que estive como peregrina e em reflexão durante os 10 dias, abriram uma exceção e me deram a Compostela de corredora peregrina. Espero que em breve “correr” também seja uma das modalidades que vêm marcadas no passaporte de peregrino! E espero ter contribuído para isso!

            A alegria maior foi quando cheguei ao Monte do Gozo, 4,7 km antes de chegar à Catedral de Santiago. A sensação de que o impossível se tornava possível e o sonho uma realidade. As lágrimas gotejavam junto com a chuva sobre minha roupa suja. Paz, alegria e um sentimento de realização encheram meu peito. Como um fluxo branco, puro e poderoso ...White Flow tinha chegado ao fim.

WHITE FLOW IS FINSHED

FERNANDA MACIEL, FIRST WOMAN TO RUN THE AUTHENTIC
WAY OF ST. JAMES

WHITE FLOW: Way of Saint James for the children with cancer

From October 2nd until 11th the Brazilian ultra distance runner Fernanda Maciel got through the Way of St. James’ 860 kilometres running. Her quest had the goal of raising funds for two childhood cancer foundations – one from Brazil and one from Spain, where the athlete lives nowadays; and to gain space for runners on the famous pilgrimage route.
Nobody better than her to share her feelings:

On October 11th 2012 I concluded my White Flow’s quest through Way of St. James. To feature its impotance, in 2010 more than 270 thousand of pilgrims got through it walking, cycling or riding a horse.
I had the pleasure of go through it running (doing one of the things I like most), sleeping in pilgrims’ hostels, without assistance, as a pilgrim more. It took me 10 days. Here the stages, kilometres and time I took to do them:

02/10 Saint Jean de Pie Port – Pamplona (84,0 km) - 8h15.
03/10 Pamplona – Torres del Río (83,1km) - 10h15.
04/10 Torres del Río – Redecilla del Camino (89,2km) - 11h.
05/10 Redecilla del Camino – Rabé de las Calzadas (83,3km) - 10h30.
06/10 Rabè de las Calzadas – Carrión de los Condes (88,9km) - 11h15.
07/10 Carrión – León (97,8km) - 12h05.
08/10 León – El Acebo (89,7km) - 10h55.
09/10 El Acebo – Triacastela (91,5km) - 11h45
10/10 Triacastela – Melide (95,1km) - 11h00.
11/10 Melide – Santiago (55,0km) - 6h20.

Each stage has its history. I had the company of the full moon and some friends for many kilometres. But also ran many others enjoying the solitude, the adventure and my introspection. Had the luck of the firsts sunny days, and the sadness of the raining lasts. Had to overcome several bad nights’ sleep and handle with a feet allergy that kept up with me all the way. 
 

I lived many magic moments, shared histories with riders’ pilgrims that slept on the same hostels than me. Each landscape, vineyard, Romanic or Gothic chapel, each sunrise… I carry everything with me.
The biggest adventure of this pilgrimage happened at dawn, around 4h40, in the ninth stage. In the middle of a grove, between Triacastela village and Sarria city, my headlamp burned out with no battery. I had to use my cell phone’s lantern to be able to arrive at the road and than Sarria. During the slow way, frightened, I was attacked by eight big dogs and they hunt me down through the track. I did not know how far I was from the road and barely could see the yellow arrows that sign the righ way. Kept calm to keep walking slowly, leave the dogs back… and start running again. 
 

The saddest part happened when I arrived at Santiago de Compostela and at the Pilgrim’s Office to receive the last stamp on my pilgrim’s passport and the “Compostela”, the pilgrim’s certificate. When they saw I had done the entire in 10 days they asked me if I had done that cycling. I answered no, running, so the denied me the “Compostela”, saying that the church doesn’t admit runner pilgrims, just hikers, bicycle and horse riders. After lots of talking they finally understood my project and accepted me as a reflective and spiritual pilgrim. I hope soon “running” also be a recognized form of doing the Way of St. James. And hope had contributed to that!

 

The biggest happiness was when I arrived at Monte do Gozo, just 4,7 kilometres from Santiago’s Cathedral. The sensation that the impossible was possible and that the dream was true. The tears and the rain dropping down on my dirty clothe. Peace, happiness and a feeling of accomplishment fulfilled my breast. As a white flow, pure and powerful… White Flow had ended.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ENTREVISTA A DESNIVEL - ESPAÑA



Cómo han sido estos 10 días corriendo el Camino de Santiago?
Han sido una experiencia muy mítica y espiritual. Una experiencia con el movimiento correr por un camino mágico. He pasado unos duros momentos puntuales bajo la lluvia y cuando me quedaba cansada sin nada de comer o beber. He cogido una alergia a los pies que también ha sido un punto que he tenido que cuidar bien. Mientras pateaba no me hacia mal, pero por la noche, al tumbarme a dormir, mis pies se calentaban y picaban mucho, no podría dormir bien. Parte de eso, una maravilla, una energía que me ha portado para otra dimensión. Una fuerza interna tremenda que me hacia siempre ir más y más. He tenido reflexiones muy buenas y aprendido mucho por ese Camino.

¿Cuál ha sido el momento más duro de los casi 900 kilómetros?
Creo que lo más duro ha sido cuando en la madrugada me quedé sin batería en la frontal al medio de un bosque antes de llegar al pueblo de Sarria (9ª etapa). Tenía que me orientar con la luz de mi móvil hasta llegar en la carretera, donde al final me ha llevado al pueblo. Justo cuando estaba al bosque sin luz, he sufrido un ataque de 8 perros muy grandes. He estado unos 30 minutos caminando muy despacio y con mucha tranquilidad para conseguir salir de la zona de ellos y volver a correr y buscar el pueblo de Sarria.

¿El momento más mágico fue llegar a la plaza del Obradoiro?
Lo momento más mágico fue unos 10km antes de llegar en la plaza, justo al subir al Monte de Gozo, antes de la bajada hacía Santiago. Una fuerte emoción apretaba mi pecho, las lágrimas calían solas, una paz interna espectacular, una satisfacción de estar volando hecho una luz que pasa. Ese momento me hacía sentir más viva y bonita por dentro.

¿Qué balance haces de este proyecto tan personal?
White Flow ha salido en el mejor momento, donde yo estaba con la cabeza abierta para intentar coger el mejor del Camino y dar el mejor de mí al Camino. Ha sido importante haberlo hecho primero a pie y en bici

En términos de distancia y dureza; ¿ha sido uno de tus proyectos más duros, incluidas los ultra trail?
Sin duda. Mucho más duro y largo que un Ultra técnico de 200km o un Raid de Aventura de 600km o 700km. Mucho más intenso y con chancees de error. Porque no era sólo correr de 11 a 12 horas diarias. En ese proyecto yo tenía que lavar ropa, comprar comida, buscar agua, aguantar el peso de la mochila, cuidar de los pies, orientarme sola durante la noche, buscar un albergue y pensar en lo que sería mejor para mí a cada momento. A que horas levantarme y hasta que horas correr…toda la logística hacia yo misma.

¿Ha sido más duro a nivel físico o a nivel mental?
Ha sido igual a nivel físico y mental. Pero ha sido mucho menos duro físicamente que yo imaginara. Hice una buena preparación física y mental. Pero antes de empezar tenía un poco de miedo de la parte física, de no aguantar tantas horas y tantos días seguidos corriendo, de tener los pies en carne viva…y haciendo mis prácticas de Reiki y meditación antes de empezar el Camino, todo ese miedo si fue disminuyendo. Así, los niveles físico y mental han estado juntos todo el tiempo. 

¿Saber que haces esto con un objetivo solidario te ha dado un plus de motivación?
Mi primera intención era ayudar. No había pensado primero en correr y después en ayudar. El proyecto White Flow ha venido en mi cabeza porque me gustaría hacer algo por la paz y solidariedad mundial. Como me gusta también correr, pues junte las dos cosas. Mientras estaba corriendo el Camino, pensaba mucho en los niños que conozco que tienen cáncer y eso aún me daba más fuerzas. El Cáncer infantil es una enfermedad muy triste y que necesita ayuda de todos. 

Es tu segunda vez haciendo el Camino de Santiago. ¿En qué ha cambiado en esta ocasión?
El Camino lo hice en 4 etapas a pie hasta O Cebreiro (casi en Galicia)  trabajando para la ONG Outward Bound, donde yo caminaba con un grupo de gente mayor de Madrid. En 2010 lo hice en 5 días en bici hasta León, he parado allí porque no tenía más días para llegar a Santiago. Esa vez, fue la primera vez que lo hice entero desde Francia (St. Jean Pied de Port a Santiago) y como me gusta: corriendo. La diferencia que esa vez paraba menos porque ya conocía muchos lugares famosos del Camino. Pero, a la vez, ha sido mucho más intensa la experiencia, he tenido un inicio, medio y fin, donde el mensaje del Camino venía cada día en mi corazón. 

¿Por qué elegiste el Camino de Santiago para tu proyecto “White Flow”?
No es solamente una ruta, es una ruta mágica, bonita y espiritual donde más de 242.000 personas han pasado en el año 2010, por ejemplo. Hay algo muy especial en el Camino de Santiago, independiente de la religión que tengas. Desde 2009 tengo hecho el Camino de Santiago por etapas a pie con un grupo de gente mayor de Madrid. Es un trabajo que hago para la ONG Outward Bound. Antes de salir a caminar con ellos, siempre hacía mi entrenamiento por el Camino, o sea, corriendo muy temprano antes de desayunar y empezar a caminar. Luego, ya conocía el Camino y mi pasión ha aumentado mucho durante los años que pasé trabajando allí.

¿Qué es lo que más te ha llamado la atención al hacer el camino corriendo?
Al llegar en Santiago, me fue a Oficina del Peregrino para coger el último sello en mi pasaporte y también el certificado de peregrina. Cuando viran que yo había tardado sólo 10 días, me preguntaran si había hecho en bici y los dice que no, había hecho corriendo. No aceptaban porque había hecho muy rápido el Camino de peregrinaje, era una norma de la iglesia que no podría hacerlo corriendo. Me quedé muy decepcionada. Eso pasa por ser la primera chica a hacerlo corriendo, pensé. Porqué la gente lo puede hacer en bici, a caballo o camello y yo no puedo hacerlo corriendo? Al final, como excepción, el responsable de la oficina me hice el certificado de peregrina por entender, que como la gente lo hace en 10 etapas de bici, también podría hacerlo en 10 días corriendo. Bueno, seguro que la primera persona que ha hecho el Camino en bici ha pasado por lo mismo que yo estaba pasando allí. Espero que futuramente los corredores también puedan desfrutar del Camino y hacerlo como peregrinos también. 

¿Qué te decían los peregrinos que te ibas encontrando por el camino o los albergues cuando les contabas tu iniciativa?
Todo peregrino me hacia la típica pregunta: “De donde vienes hoy?” Un poco tímida, yo los contestaba. Pero, después del primero día ya intentaba no decir nada más a ellos, pues decían que yo era una loca, que era imposible hacer lo que hacía, que soy de otro mundo. Que nunca llegaría a Santiago corriendo. Eso fue lo que más escuche en todos los 10 días. Pero como salía mi proyecto White Flow en las teles de Navarra, Castilla y León, Galicia, al final la gente ya me tenía fichada. Muchos ya me animaban, querían autógrafos y fotos conmigo. La gente de los albergues, de los bares y peregrinos han sido muy amables. Hice mucha amistad con los peregrinos que iban de bici, pues siempre los vía en alguna cafetería o tramo del Camino.

¿Qué te ha aportado este proyecto como deportista y como persona?
Creer. Saber que podemos más do que pensamos, que somos más que la materia cuerpo. Ayudar a las personas. Seguir el corazón siempre. 

Y ahora, ¿cómo va a ser tu recuperación?
Trabajar mucho y correr poco. Después de 10 días corriendo ahora toca a trabajar. En diciembre empezar hacer gimnasio para preparar la temporada 2013.

Igual es un poco pronto pero, ¿ya tienes en mente algún proyecto para los próximos meses?
Ya tengo en mente un proyecto muy bonito, pero diferente del White Flow. En 2013, ya comentaré con vosotros.

domingo, 14 de outubro de 2012

TRAIL RUNNING FOR GIRLS

  
 



Entrevista antes de começar os 10 dias!!!


Interview Go Outside Magazine before to start the White Flow:

O que o Caminho de Santiago representa para você?
Um caminho simples como tem que ser um caminho de pelegrino. Espiritualidade, paz interior, compaixão e doação... sempre encontrei isto ali quando estive caminahndo e pedalando.
Cada um encontra no Caminho de Santiago seu espelho, mensagem e beleza.

Você pretende percorrer 900 quilômetros no Caminho de Santiago em 10 dias. Como foi a preparação para este desafio e como sua viagem está dividida (quilômetros por dia, descanso)?

Minha preparação foi feita já durante todos os treinos e provas que corri este ano. Há 3 anos tenho em mente o White Flow, é um projeto que desejo concretizar e agora sinto que estou mais preparada.

Recentemente você participou do Ultra Trail du Mont Blanc e agora esta aventura. Algumas pessoas podem achar “maluco” tudo isso em tão pouco tempo. O que você diria a elas? O UTMB foi um treino para o correr o Caminho de Santiago.

Por que a ideia de realizar esta viagem sozinha e sem apoio?
Meu projeto não é uma competição ou uma prova para tentar um record. Sei que serei a primeira mulher a tentar correr o Camino de Santiago, mas meu objetivo é claro quero ser mais um pelegrino ali. Um autêntico pelegrino faria assim, sozinho e sem apoio. Eu gosto do jeito mais simples, pouca roupa, pouca comida, o básico do básico. Não necessito muito. O Caminho de Santiago é muito duro e se eu estivesse que dar assistência toda hora a minha equipe de apoio, acho que acabaria louca e seria como uma competição e não como uma travessia espiritual e tranquila como penso que tem que ser.
Eu convido alguns amigos para poder compartilhar comigo alguns kilômetros porque sei que também passarei muuuuitas horas e muitos kilômetros sozinha. Se vem algum amigo para correr um pouco ao meu lado ótimo, vamos curtir juntos alguns momentos e senão vem ninguém, bom também. Já encontrarei gente do mundo todo por ali para dvidir sentimentos e aprendizados.

O seu objetivo maior é arrecadar fundos. Todo mundo pode ajudar? Se sim, como?
Sim. Desde que estou na Espanha (há 4 anos) deixei de ajudar as crianças com câncer. Neste meu projeto White Flow quero voltar a praticar meu lado solidário em relação a elas. As pessoas podem entrar na minha web: www.fernandamaciel.com e ali verão os dois links para doação: Abrale (Associação para os brasileiros doarem) e Afanoc (Associação para os europeus doarem). Apenas um lick e vocês já estarão na página para fazerem doações mensuais ou únicas.

Como você escolheu as ONGs ajudadas?
A maioria das pessoas que seguem meu trabalho como corredora de Ultra Trails são da Europa e do Brasil, portanto escolhi a Afanoc, em Barcelona (onde estava hospedado em tratamento o filho do meu massagista) e a Abrale, no Brasil.

Diferente das competições convencionais, em que a disputa é com outras pessoas e o resultado diz respeito à você, neste caso, você estará sozinha e outras pessoas “dependerão” disso,  para você qual a sensação de correr assim, é mais gratificante? Rola uma cobrança maior? Como lidar com isso?
Sim, o medo, a cobrança, a beleza de concluir será muito maior que se eu estivesse numa ultra difícil.  MUitas vezes pensei... "E se ninguém doar??? E se eu não chegar em Santiago???" Me sentirei frustada? O projeto White Flow não terá sentido? Já passaram mil pensamentos pela minha cabeça. Pela primeira vez senti medo, muito medo. Como lidar com isto? Pensando positivo e sabendo que EU estou tentando fazer a minha parte. O que vale é tentar ser feliz, é tentar dar o primeiro passo. A famosa frase de Confusio é fato: "uma longa jornada de mil milhas começa com um pequeno passo". Não penso mais em frustação. Tenho feito terapia Reiki, meditação, mesmo estando com a cabeça a mil por hora. Busco meu balanço e sopro o medo para bem longe.

O que você espera dessa viagem?
Não penso muito para não criar tantas expectativas, mas espero ter momentos lindos de muita energia boa. Sei que fará sol, chuva, tempestade torrencial, terei que vivenciar tudo isto. Passarei sede, fome e jantarei banquetes como muma reina. Uma viagem inesquecível com certeza.

Qual a importância de aproveitar o esporte para este viés social ? Já pensa em outro desafio com as mesmas características?
Gosto de aproveitar minhas virtudes para ajudar. Quando me formei advogada, trabalhava em prol do meio ambiente, agora como nutricionista, em prol da saúde das pessoas e com a ONG Outward Bound em prol de desenvolver o potencial individual dos meus alunos-participantes. Como corredora, não seria diferente. Não tenho em mente outros desafios assim e nem busco, espero que eles aparecem algum dia para mim. Bem natural como foi oc aso do White Flow.

Qual vai ser a maior dificuldade?
Deixar que o lado "negro" da minha mente se manifeste...eheheheh.

Depois de tantas provas e desafios, ainda existe aquele “frio na barriga”?
Ohhhh se existe!!! : )
White Flow será sem dúvida meu maior desafio. Mas penso sempre que ter câncer é um desafio bem maior que o meu.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Muy cerca de Santiago de Compostela

Quedan solo cerca de 10 kilómetros para que Fernanda llegue a Santiago!
 
Ayer hizo una etapa 78 kilómetros de Triacastela a Melide con mucha lluvia, pero muy emocionante: 



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

White Flow - Santiago se acerca

Apesar de la lluvia, Fernanda corre con mucho animo y motivación los 95 kilómetros de ayer (de El Acebo a Tricastela).
Parece que la cercania de Santiago le está llenando de fuerzas!!!
Hoy corre la 9a etapa y mañana llega a Santiago! 


Pinche sobre la imágen para ver el video de la etapa 8
 Para ayudar a los niños con cáncer: www.fernandamaciel.com

terça-feira, 9 de outubro de 2012

White Flow: Camino de Santiago por los niños con cancer - Etapa 7

Ayer otra etapa larga: 96 kilómetros de León a El Acebo, 18 kilómetros más que es previsto intentando escapar del mal tiempo.
Hoy corre la 8a etapa y ya se acerca al final de su reto. 


Pinche sobre la imagen para ver el video

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"White Flow" - ya por la etapa 7 de 10!

Ayer, domingo, Fernanda hizo la que será de las etapas más largas de su reto por el Camino de Santiago. Fueron 97 kilómetros de Carrión de los Condes a León.
Hoy corre la 7a etapa, en 10 días habrá hecho los 900 kilómetros del Camino de Santiago Francés.

Aquí los videos de las etapas 4, 5 y 6:


Para hacer donaciones a los niños con cancer: www.fernandamaciel.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Otra etapa cumplida!!!

White Flow: Camino de Santiago por los niños con cancer
Ayer Fernanda corrió los 89 kilómetros que separan Sansol de Sto. Domingo de la Calzada.
Ahora está en el cuarto día y se acerca a la mitad de su reto!


Pinche la imágen para ver el vídeo
Fuerza Fernandinha! Ya queda menos!!!

Aquí los vídeos de las dos primeras etapas: 



 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Segundo día de "White Flow"

Ayer Fernanda hizo otros 80Km del Camino de Santiago corriendo, desde Pamplona hasta Sansol.
Ella está corriendo para arrecaudar donaciones para dos fundaciones que ayudan a niños con cancer.
Para ayudar: www.fernandamaciel.com
 

Después de más de 160 Km todo va bien, excepto por una pequeña ampolla en el pié, y las piernas siguen con ganas de correr.
Mucho ánimo, Fernandinha!
Como la previsión da lluvia para los últimos días, intentará aprovechar el buen tiempo y seguir un pueblo más adelante de lo que tenía previsto, para luego hacer menos horas bajo el água.
Aquí el video del segundo día.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

White Flow: Primera etapa

Ayer hice la primera etapa de mi proyecto - White Flow por los niños con cancer
84 kilómetros desde St. Jean Pied de Port, en Francia, hasta Pamplona, en España
Con la compañia de Zigor Iturrieta
Aquí tenéis el video



sábado, 29 de setembro de 2012

OutDoor Show 2012! Relaxing in Germany!

WOHOOOOOOOOO...IS COMING! YOU CAN follow me! YOU CAN help children!

TWO DAYS TO START...02/10/2012

 "Human beings for many reasons leave sleeping their spiritual part. The spiritual part and intuition show us how to be a simple and better person".

I'm leaving home tomorrow to do my mental preparation in Saint Jean Pied de Port (FRA). We are in 2012 and 02.10 is the date to start WHITE FLOW . I hope to be really connected with this long pilgrim track: Camino de Santiago de Compostela.

The weather is cold. The rain doesn't stop, probably is snowing in the top of pyrennes mountain. Well, is the game, is the life.
 
"I don't run because I love the feeling of running. I run because it's make me love the feeling of living". Bonnie Pfiester.


Vou sair de casa amanhã para fazer a minha preparação mental em Saint Jean Pied de Port (FRA). Estamos em 2012 e 02.10 é o início do WHITE FLOW. Espero estar realmente conectadA com este longo caminho de peregrinos: Caminho de Santiago de Compostela.

O clima é frio. A chuva não pára, provavelmente, está nevando no topo das montanhas dos Pirineos.Bem, é o jogo, é a vida.

"Eu não corro porque amo a sensação de correr. Corro porque isto me faz amar a sensação de viver". Bonnie Pfiester.